deito com as palavras, toda noite, com tuas ausências, a sombra dos acasos, como o abrigo de um pé de pau... é estranho pensar que ausência ocupa espaço, congestiona pensamento, ocupa pausa pro café, invade o fim da noite... seria isso metafísica? um vagão de pensamentos prensado em um minuto, um bonde com as tuas pernas, e de novo essa referência, talvez porque eu a adore (a referência?), talvez porque esteja me tornando repetitivo, reciclando palavras... mas palavra é bicho que se renova a cada fôlego, cada suspiro, cada devaneio, cada duplo twist carpado metalinguístico, e está ligada a um pensamento que é o mesmo e outro, ao mesmo tempo... assim, pensar tuas pernas é uma recorrência, mas cada vez é única, e cada suspiro tem uma nova nuance, um novo batismo
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