ilha de Ícaro
sábado, 16 de maio de 2026
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Joaquim Monteiro
SEI-TE
“Beija-me o verso dos lábios
para que meu corpo te seja poema.
Vê-me na infinita luz do olhar
e atravessa comigo o silêncio das catedrais.
A luz preformada de enlevadas mãos
entrelaçadas pelas estrofes dos vitrais.
Diz-me que duas almas são um só corpo
numa página a descobrir vocábulos.
Sei-te nos olhares quando te perco.”
Joaquim Monteiro
quinta-feira, 14 de maio de 2026
súplica
ó divindade da palavra, alfabética santidade, chove sobre meu telhado, ó tempestade de sonho, raspa meu teclado, desagua em sopros de mil reticências, cambaleia em tatos de cem mil suspiros, ó senhora dos assombros, desaba sobre os meus escombros, pavimenta meus percalços, percebe os meu desejos, oração de um só verso: ela
quarta-feira, 13 de maio de 2026
terça-feira, 12 de maio de 2026
Elisa Lucinda
Penetração do Poema das Sete Faces
(A Carlos Drummond de Andrade)
Ele entrou em mim sem cerimônias
Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu
Na primeira fala eu já falava como se fosse meu
O poema só existe quando pode ser do outro
Quando cabe na vida do outro
Sem serventia não há poesia não há poeta não há nada
Há apenas frases e desabafos pessoais
Me ouça, Carlos, choro toda vez que minha boca diz
A letra que eu sei que você escreveu com lágrimas
Te amo porque nunca nos vimos
E me impressiono com o estupendo conhecimento
Que temos um do outro
Carlos, me escuta
Você que dizem ter morrido
Me ressuscitou ontem à tarde
A mim a quem chamam viva
Meu coração volta a ser uma remington disposta
Aprendi outra vez com você
A ouvir o barulho das montanhas
A perceber o silêncio dos carros
Ontem decorei um poema seu
Em cinco minutos
Agora dorme, Carlos.
(A Carlos Drummond de Andrade)
Ele entrou em mim sem cerimônias
Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu
Na primeira fala eu já falava como se fosse meu
O poema só existe quando pode ser do outro
Quando cabe na vida do outro
Sem serventia não há poesia não há poeta não há nada
Há apenas frases e desabafos pessoais
Me ouça, Carlos, choro toda vez que minha boca diz
A letra que eu sei que você escreveu com lágrimas
Te amo porque nunca nos vimos
E me impressiono com o estupendo conhecimento
Que temos um do outro
Carlos, me escuta
Você que dizem ter morrido
Me ressuscitou ontem à tarde
A mim a quem chamam viva
Meu coração volta a ser uma remington disposta
Aprendi outra vez com você
A ouvir o barulho das montanhas
A perceber o silêncio dos carros
Ontem decorei um poema seu
Em cinco minutos
Agora dorme, Carlos.
Elisa Lucinda
segunda-feira, 11 de maio de 2026
sã consciência
e quem, em sã consciência, pensa cotovelos alheios, antes do desjejum e antes de dormir? mas quem é que tem sã consciência?
Sartre
“a função do escritor é fazer com que ninguém possa ignorar o mundo e considerar-se inocente diante dele. [...] Quem entra no universo dos significados não pode mais sair.”
— Jean-Paul Sartre, no livro “Que é a Literatura”. (Ed. Vozes; 1.ª edição [2015]).
domingo, 10 de maio de 2026
ronron
e o domingo ronrona, mas não... é minha gata, que enfrenta a noite voraz a meu lado... um ronron pode salvar um domingo
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