"Com a poesia eu habito a casa da possibilidade. A poesia tem mais portas e Janelas que a casa da razão."
Emily Dickinson
"Com a poesia eu habito a casa da possibilidade. A poesia tem mais portas e Janelas que a casa da razão."
Emily Dickinson
e te busco na rabiola da palavra, no caroço da pitomba, no biscoito da sorte chinês, na minha vez, de desejar, desde já, ser eu o cadarço do teu sapato, a pausa pro café da quarta-feira, o terço da tua fé, o sonho do teu cochilo , o tema do teu cochicho, e, se eu bicho, o dono do teu colo...
nunca te pedi nada, salvo dois dedos, de prosa, e a mão, e uma volta do ponteiro dos segundos, das minhas intenções, que apontam, como bússola, pro teu calcanhar, dos minutos, gastos e gastos, via suspiro, esticados até o amanhecer, das horas, que ainda não inventaram um ponteiro para dias, nem para anos, e quiçá minha grande invenção para a humanidade venha ser um ponteiro que aponta para a eternidade, só pra eu ficar mirando teu nariz
Sai, e olha a Lua, como promessa de noite sem teto, como amor com testemunha, como poema que não carece de ensaio, como convite, como presente, como futuro, como lembrança de palavra de Drummond, como céu de Brasília, como sussurro que chega com a brisa, como início de maio