ilha de Ícaro
terça-feira, 5 de maio de 2026
segunda-feira, 4 de maio de 2026
nunca te pedi nada
nunca te pedi nada, salvo dois dedos, de prosa, e a mão, e uma volta do ponteiro dos segundos, das minhas intenções, que apontam, como bússola, pro teu calcanhar, dos minutos, gastos e gastos, via suspiro, esticados até o amanhecer, das horas, que ainda não inventaram um ponteiro para dias, nem para anos, e quiçá minha grande invenção para a humanidade venha ser um ponteiro que aponta para a eternidade, só pra eu ficar mirando teu nariz
domingo, 3 de maio de 2026
sábado, 2 de maio de 2026
início de maio
Sai, e olha a Lua, como promessa de noite sem teto, como amor com testemunha, como poema que não carece de ensaio, como convite, como presente, como futuro, como lembrança de palavra de Drummond, como céu de Brasília, como sussurro que chega com a brisa, como início de maio
sexta-feira, 1 de maio de 2026
ei
labuto a palavra, centímetro por centímetro, distância pro teu calcanhar, de vogal em vogal, meus ais viram eis







