leio teu horóscopo
meu futuro
fundo da caneca de café
fé
no fundo
do peito
ziguezagueando
em plena quarta-feira
leio teu horóscopo
meu futuro
fundo da caneca de café
fé
no fundo
do peito
ziguezagueando
em plena quarta-feira
em que verso te encontro? se nessa ou se naquela esquina... naquele livro, trilha sonora encantada... verdade que te procuro e te acho em cada poema que escrevo... que te escrevo ou me escrevo? imagine um beijo, duas bocas que partilham um universo... te escrever é me escrever
sou versado em adorar teu tornozelo, e só hoje me ocorreu esse uso para verso... se pego o jeito da coisa, versar-me sobre teu tornozelo, viro o bichão da cara preta no tema, consigo virar o próprio verso? e, se pego o jeito, pego também teu tornozelo?
e falar contigo como falo com minha gata, em dialeto de Caetano, em tom de delírio, abraçando cada palavra, ninando cada sílaba