segunda-feira, 19 de outubro de 2026
domingo, 18 de outubro de 2026
sábado, 17 de outubro de 2026
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
vasto mundo
meu sonho de cupuaçu, desejo de pitomba, céu de outubro, meu devaneio rubro, pé de parede, minha rede na varanda, acrobacia das horas, banda de mundo, meu mundo e teu nariz
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
terça-feira, 13 de outubro de 2026
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
domingo, 11 de outubro de 2026
sábado, 10 de outubro de 2026
Maiakóvski
Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.
Vladimir Maiakóvski
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
terça-feira, 6 de outubro de 2026
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
sentimento
gosto dela como que pra gritar, que é fazer poesia pra fora, e como que para sussurrar, em poema pra dentro... adentrar um novo universo da palavra, se a palavra é extensão da mão, quando a mão não alcança, pra acariciar o cabelo almejado, se a palavra é o pensamento do coração, quando o coração já nem pensa, sente, sente, sente, que sentimento é isso, também, um sentir imenso do coração, por vezes abraçado à palavra, feito poema...
domingo, 4 de outubro de 2026
sábado, 3 de outubro de 2026
leite moça
e existe o amor? digo, para além das paradas de ônibus, dos bigodes da minha gata, da sombra dos ipês, das minhas certezas, das palavras escritas no ar, do tato... dá pra tocar o amor? como um cotovelo, um nariz, um livro de setecentas páginas? dá pra condensar o amor em setecentas páginas? ou em uma latinha de leite moça, compartilhada? dá pra compartilhar o amor, moça?
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
terça-feira, 29 de setembro de 2026
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
domingo, 27 de setembro de 2026
culto ao nariz
há de haver um código escondido sobre como adorar um nariz, ou uma sociedade secreta, quiçá proveniente do Egito antigo, especializada na arte milenar e sagrada de adoração do nariz desejado, com livros ancestrais e dancinhas ritualísticas, e um catálogo de poemas sobre nariz, ou uma simpatia perdida, proveniente de uma tribo perdida do Amapá, que evoca e invoca o nariz amado em três dias, ou um tomo mocado, da aniquilada biblioteca de Alexandria, que ensina como alcançar um nariz metafisicamente, ou ainda um relógio encantado, benzido e guardado, que conta as horas e suspiros acumulados em função de um nariz, e reverte essa conta em lambida, na ponta desse nariz
sábado, 26 de setembro de 2026
alguma poesia
toda poesia há de ser confissão, prece ao santo, alguma poesia há de ser pranto, e algum pranto, poesia, talvez dia, alguma poesia será noite... e certa poesia será norte, quiçá sorte, por ventura morte... a poesia certa será vida, será brisa, será vento, será ida e será volta...
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
terça-feira, 22 de setembro de 2026
tem
e tem, também, meu sonho de terça-feira, pedaço de acaso, palavra chave, que palavra é chave de mil portas, tem porta e tem janela, porta usb e janela do navegador, tem nau e tem nossa, Nossa Senhora Aparecida
Emil Cioran
“Man starts over again everyday, in spite of all he knows, against all he knows.” ― Emil Cioran
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
domingo, 20 de setembro de 2026
sábado, 19 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Forugh Farrokhzad
Florbela Espanca
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
setembro
setembro subverte, verte o céu... ver-te? verde o chão, em tempos de marrom... mar de novembro, precipitado... meu nariz nem sangra
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Clarice Lispector
“que minha solidão me sirva de companhia. que eu tenha coragem de me enfrentar. que eu saiba ficar com o nada e, mesmo assim, me sentir como se estivesse plena de tudo.”
Clarice Lispector










































