sábado, 17 de outubro de 2026

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

vasto mundo

meu sonho de cupuaçu, desejo de pitomba, céu de outubro, meu devaneio rubro, pé de parede, minha rede na varanda, acrobacia das horas, banda de mundo, meu mundo e teu nariz

Clarice Lispector


 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

terça-feira, 13 de outubro de 2026

maldito


 

Leminski

"Na luta de classes, todas as armas são boas: pedras, noite e poemas." (Leminski)

Anais Nin


 

sábado, 10 de outubro de 2026

Drummond

“A vontade de amar, que me paralisa o trabalho”. Carlos Drummond de Andrade

Maiakóvski

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.


Vladimir Maiakóvski

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

terça-feira, 6 de outubro de 2026

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

que puxa!


 

sentimento

gosto dela como que pra gritar, que é fazer poesia pra fora, e como que para sussurrar, em poema pra dentro... adentrar um novo universo da palavra, se a palavra é extensão da mão, quando a mão não alcança, pra acariciar o cabelo almejado, se a palavra é o pensamento do coração, quando o coração já nem pensa, sente, sente, sente, que sentimento é isso, também, um sentir imenso do coração, por vezes abraçado à palavra, feito poema...

sábado, 3 de outubro de 2026

leite moça

e existe o amor? digo, para além das paradas de ônibus, dos bigodes da minha gata, da sombra dos ipês, das minhas certezas, das palavras escritas no ar, do tato... dá pra tocar o amor? como um cotovelo, um nariz, um livro de setecentas páginas? dá pra condensar o amor em setecentas páginas? ou em uma latinha de leite moça, compartilhada? dá pra compartilhar o amor, moça?

Mãeana - Meu Pedaço de Pecado


 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

domingo, 27 de setembro de 2026

culto ao nariz

há de haver um código escondido sobre como adorar um nariz, ou uma sociedade secreta, quiçá proveniente do Egito antigo, especializada na arte milenar e sagrada de adoração do nariz desejado, com livros ancestrais e dancinhas ritualísticas, e um catálogo de poemas sobre nariz, ou uma simpatia perdida, proveniente de uma tribo perdida do Amapá, que evoca e invoca o nariz amado em três dias, ou um tomo mocado, da aniquilada biblioteca de Alexandria, que ensina como alcançar um nariz metafisicamente, ou ainda um relógio encantado, benzido e guardado, que conta as horas e suspiros acumulados em função de um nariz, e reverte essa conta em lambida, na ponta desse nariz

oro

vestido de caos, 

atravesso a noite... 

a verso... 

velejo a cinza hora, 

almejo uma senhora... 

oro

Adélia Prado


 

sábado, 26 de setembro de 2026

Herberto Helder



alguma poesia

toda poesia há de ser confissão, prece ao santo, alguma poesia há de ser pranto, e algum pranto, poesia, talvez dia, alguma poesia será noite... e certa poesia será norte, quiçá sorte, por ventura morte... a poesia certa será vida, será brisa, será vento, será ida e será volta... 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

terça-feira, 22 de setembro de 2026

tem

e tem, também, meu sonho de terça-feira, pedaço de acaso, palavra chave, que palavra é chave de mil portas, tem porta e tem janela, porta usb e janela do navegador, tem nau e tem nossa, Nossa Senhora Aparecida

Emil Cioran

“Man starts over again everyday, in spite of all he knows, against all he knows.” ― Emil Cioran

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Forugh Farrokhzad

"In a room the size of loneliness, My heart's the size of love."
― Forugh Farrokhzad

Florbela Espanca

Se Tu Viesses Ver-me...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca,

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

setembro

setembro subverte, verte o céu... ver-te? verde o chão, em tempos de marrom... mar de novembro, precipitado... meu nariz nem sangra

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Clarice Lispector

“que minha solidão me sirva de companhia. que eu tenha coragem de me enfrentar. que eu saiba ficar com o nada e, mesmo assim, me sentir como se estivesse plena de tudo.”

Clarice Lispector

existing



segunda-feira, 14 de setembro de 2026

domingo, 13 de setembro de 2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026