segunda-feira, 4 de maio de 2026

nunca te pedi nada

nunca te pedi nada, salvo dois dedos, de prosa, e a mão, e uma volta do ponteiro dos segundos, das minhas intenções, que apontam, como bússola, pro teu calcanhar, dos minutos, gastos e gastos, via suspiro, esticados até o amanhecer, das horas, que ainda não inventaram um ponteiro para dias, nem para anos, e quiçá minha grande invenção para a humanidade venha ser um ponteiro que aponta para a eternidade, só pra eu ficar mirando teu nariz

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