quarta-feira, 5 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
ausência
Algo que sempre me causou estranheza foi a definição de ausência. Que diabos é ausência? Como é que se define concretamente algo que em sua essência (palavra perigosa, essa) é o não ser, não estar? E buraco? que é buraco? É o pedaço que falta a algo? Mas aí não é buraco, é pedaço de algo.
Ausência é copo de pinga na mesa quando ela parte? buraco é tropeço de bêbado? ausência é segunda de manhã e sua cama vazia? A ausência é sensação? é a falta que te faz o dinheiro que o governo te roubou em cargas tributárias? é o peso daquelas mãos que ainda parecem pousar sobre seus ombros? O engraçado é que apesar de não conseguir definir, uma imagem alegórica me vêm a mente, a da seta wittegenstaniana que se lança errada sobre o mundo, mas isso continua não definindo porra nenhuma.
Ausência é copo de pinga na mesa quando ela parte? buraco é tropeço de bêbado? ausência é segunda de manhã e sua cama vazia? A ausência é sensação? é a falta que te faz o dinheiro que o governo te roubou em cargas tributárias? é o peso daquelas mãos que ainda parecem pousar sobre seus ombros? O engraçado é que apesar de não conseguir definir, uma imagem alegórica me vêm a mente, a da seta wittegenstaniana que se lança errada sobre o mundo, mas isso continua não definindo porra nenhuma.
- Houaiss
- ausência
- • substantivo feminino
- afastamento temporário de uma pessoa de seu respectivo domicílio, dos lugares que freqüenta etc.
- Rubrica: termo jurídico.
desaparecimento de um indivíduo de seu domicílio, reconhecido como tal através de sentença judicial
Obs.: cf. desaparecimento
- o não-comparecimento a compromisso, evento etc. ao qual se é esperado
- tempo em que se está ausente
Ex.: muita coisa aconteceu na sua a.
- inexistência, carência, falta
Ex.: a. de certos gêneros alimentícios nos supermercados
- Rubrica: neurologia, psicopatologia.
perda transitória de consciência, que freq. se observa na histeria e na epilepsia
- Rubrica: psicopatologia.
falha de raciocínio
- afastamento temporário de uma pessoa de seu respectivo domicílio, dos lugares que freqüenta etc.
domingo, 2 de março de 2008
Nem angústia heideggeriana, nem absurdo de Camus. Nem escolha sartreana e muito menos salto de Kierkegaard. Ontem cheguei a conclusão de que o momento mais tenebroso de mergulho na alma humana é a ressaca de tequila com cerveja. Aquilo é o zero-absoluto, é a vontade-de-não-ser, é a própria contemplação de Thanatos. E posso dizer que não é nada bonito ou glorioso.
Lendo Camus você têm a impressão de que o absurdo é algo belo, mas nessa ressaca o que se afigura é que a própria vida parece querer escapar pela garganta e ganhar as entranhas do vaso. Ou seriam suas entranhas que querem ganhar vida? Whatever... O que importa é que até Chronos parece querer tirar uma com a sua cara, afinal o relógio não anda, as horas se arrastam e sua cabeça gira em algum limbo ainda não nomeado por qualquer espécie de cientista, desses que adoram colocar o nome da própria esposa em tudo.
sábado, 1 de março de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
O paradoxo da espera de um ônibus
Espetacular animação sobre um paradoxo que só os quebrados como eu conhecem, o da espera de um ônibus.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Xavequíadas - A arte da cantada...
"você não sabe, mas faz mais de 17 minutos que eu procuro alguém como você"
"de você eu pego até tétano"
Quando é que eu vou ter coragem de proferir essas benditas insanidades? rs
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

seus pés descalços beijam o chão frio, e giram e giram e giram, o mundo é um salto, é uma volta completa, uma roleta-russa, um saxofone, um poema de Pessoa. é corpo em sentido anti-horário, círculo de Dante, Beatriz em traje de banho, e seus pés ainda sentem o atrito do chão, é a gravidade das coisas, dos atos e hiatos que separam, e a ida, despedida, e a volta, é o círculo, que é farsa, porque o ponto não é mais o mesmo, se perdeu em alguma outra volta, dessa vez de algum ponteiro malvado, ponteiro de Heráclito, no rio, seus pés molhados
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