sábado, 7 de outubro de 2017

fim de tarde

toda tua ausência me transborda
e pinta o céu do entardecer com as cores das tuas bochechas
culminando na necessidade de um chá
pra soprar enquanto esfria e ganhar álibi pro suspiro
acompanhado de um livro e de poemas que não são meus
mas que serão lidos à sombra da remanescência de teus cachos

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Pronto

La noche y todas las posilibidades, y tus ojos, y todas las infinitas posibilidades, cerca del mar, mi imaginación intentando hacerte en mis brazos...

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Sobre bancos à beira mar

E cada banco dessa cidade que namora o horizonte é um convite ao verso. Cada verso é dança que eu não sei dançar, mas te tiro ainda assim. Cada água com gaz é um delírio...

Maresia

Navego três dias em tua direção. Horas salgadas e a vontade de compartilhar o sal.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Categorias

Teu pé de pessoa, figura ilustre de romance pós-moderno, dona de categorias providenciais, e de cadeiras mágicas, semânticas

terça-feira, 3 de outubro de 2017

dois dedos de prosa

Da coleção infinita de coisas bobas por mostrar até o próprio infinito de se contemplar o céu

Troco por abraços


Drowning in love


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

até


Transito entre primeiras primeiras pessoas e busco, em tua singularidade, um plural

domingo, 1 de outubro de 2017

tomo toddynho ou derrubo a Bastilha

Teu calcanhar e as horas verde-oliva que ascendem aos céus, as páginas de Proust que buscam refúgio em teclados surrados, em cafés por tomar, tomadas da Bastilha... e eu, besta, passageiro do que restava da noite, acalentava desejos, de corar, e corava, menina, corava, de um tanto que nem a barba disfarçava, igual quando a gente diz uma coisa bem alto só pra disfarçar o pensamento fugidio que toma já conta de cada nossa borda, escrito na testa... testo, tento dizer três vezes baixinho o desejo, desde já, palavra traçando linhas geodésicas e riscando calçadas, descalças, despidas de nossos encontros

E até a prosa pode ser um poema disfarçado

"Sois toujours poète, même en prose..."
Baudelaire