Certo dia sonhei com teu dedo mindinho, e eu o mordia, só pra ter certeza de que existíamos, o bendito dedo e eu... a dona quase que vinha a reboque, arrastada pela mordida, flutuando em um mundo em que o mindinho era onipresente, dádiva de um Deus que visita os sonhos alheios... a mordida, contudo, era devidamente rodrigueana, marcava apenas o bastante pra demonstrar afeto, pra ser lembrada com carinho... e a roda da vida girava e mostrava que poesia também se faz com mordida... nenhuma palavra era dita no sonho e, no entanto, toda a ciranda de significados estava lá, com tato e paladar...
quinta-feira, 7 de março de 2019
quarta-feira, 6 de março de 2019
terça-feira, 5 de março de 2019
Muros
Desenho poesia nos muros de Dona Tereza, mesmo que seja só imaginando, com o dedo, escrever versos de amor, batizar as alvas paredes, render-se à palavra... palavra que chega vejo quem para pra ler e imagina quem passeava pela cachola de quem se atreveu a estampar os muros com bendizeres e até safadezas
segunda-feira, 4 de março de 2019
domingo, 3 de março de 2019
zoada
meu coração faz zoada, acorda a madrugada, desperta o vizinho do nono andar, faz pancadão, meu coração, vibra a parede, balança a rede, faz até chamarem o síndico, mas vem é o Tim Maia, e toca um som de fazer coração pular
sábado, 2 de março de 2019
Um passo
Ensaio um passo, eu passo a tarde desenhando teus lábios em pensamento, dançando a valsa de pensamentos tortos, cruzando salões, embalando teus calcanhares, voando voos de poesia, tecendo versos de arranha-céu
sexta-feira, 1 de março de 2019
Se pisco
E, se pisco,
tu some,
teu nome aparece,
ou é prece,
ou é prosa,
poesia,
se é dia,
sonho,
se é noite
tu some,
teu nome aparece,
ou é prece,
ou é prosa,
poesia,
se é dia,
sonho,
se é noite
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