segunda-feira, 6 de maio de 2019

Sobre sonhos, ancas e dentifrício, num delírio dummondiano

Do meu sonho com tuas ancas, escancaro os dentes, de morder o ar, de arder entre as páginas de um livro que carregue teu nome, unindo anúncio de dentifrício a teu calcanhar rosa e puro, num passeio de Drummond a meus devaneios... eios, deva, eu devia escrever um poema sobre as tuas cadeiras, e os mil dentes seriam meus, uns mil poemas, teus, declamados em mordidas.

sábado, 4 de maio de 2019

Tatear o mundo


Some poetry

You know, you should try some poetry... with tea, maybe, on a night of May, or travelling to Bangkok... you should paint the world with the colors of your now favorite music, and pay attention to a tree on your way home... there's always some poetry hidden in weird places, like the spot a kitty is staring at or the corner of that street you never noticed... you just have to have eyes full of poetry, cause they are poetry itself...

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Maio chuvoso

Maio se precipita e as tesourinhas continuam alagadas. Meu barquinho veleja a saudade e brinca de pôr-do-Sol. Notícias no jornal dão conta das hecatombes que espreitam de luneta. A poesia nunca foi tão necessária. O café sustenta as horas de ponto e amacia os suspiros. Careço eu de fazer versos. O trânsito é impiedoso, mesmo quando o verbo, por vezes, decida não transitar. Suspiro. Ora, hoje me lembrei de teus dedos, e calha à imaginação descobrir se das mãos ou dos pés, e cantarolei músicas de dedos. Cabe mais uma vez à imaginação desvendar o que isso significa. As ruas alagam e meu coração constrói jangadas. O país afunda e construo boias de poesia.

Wanna try?