terça-feira, 5 de novembro de 2019
tampa do iogurte
e eu lamberia mil selos, das cartas por te escrever, e a tampa do iogurte, teu mapa astral, tua rota de estrelas, e o teu dedo, que aponta pra elas
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Não perca o Sul
Em certo ponto da história da humanidade, decidiram que era o Norte a ser buscado. De tal modo que se dizia de um navio que buscasse o Sul e se perdesse, havia perdido o Norte... ora, e quem perde o Sul? Logo, de cara, perde os pinguins... tem jeito não. Ignorar o Cruzeiro do Sul é perder o rumo. E a batata, que de inglesa não tem nada? Logo a batata, que une todas as tribos? É dessas bandas, dos Andes. Veja bem. E a mandioca? Qual a razão de ser de um boteco que não tenha mandioca frita? Noves fora nada, serve isso pra dizer que, quando escapo dos teus olhos, busco teu Sul, passeando a nau dos olhos, do nariz ao dedão, passando pelo Equador.
domingo, 3 de novembro de 2019
fuso
hoje o fuso quase que me confunde, funde minha cuca, crocodilo de Pan, tragou o tempo, quase que não sobra domingo pra eu sorrir em palavras, cochichar um versinho em wi-fi que almeje alcançar tua conexão. Hoje quase que o tempo me devora, hora após hora, só se salvava o minuto de afago à palavra, um quase nada que é quase tudo, de inimigo do Chapolin colorado a meu desejo incontido por tuas bochechas vermelhas, poema em rubor, que poema também pode ter cor, para além daquelas canetas da infância em que cada botão era um emaranhado de tons inusitados... poema se veste de azul, por vezes, pra brincar de céu e te sobrevoar, ou se pinta no verde da árvore, só pra te dar um minuto de sombrinha... o tal minuto do afago à palavra.
sábado, 2 de novembro de 2019
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
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