domingo, 6 de dezembro de 2020
sábado, 5 de dezembro de 2020
pensamento
Apalpo o pensamento, como se apalpasse tua coxa direita, especificamente a direita, que a esquerda passeia pelo meu subconsciente de maneiras que meu verso ainda não é capaz de exprimir.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
Juras e juros
Eu, agiota do sono, empresto ao sonho uma fração de meu teu pensamento.
Juras sobre juros.
Juros sobre juras.
Inflacionou.
Dois sonhos, já.
E a jura baixinha é verso que grita.
Subiu no telhado.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
A BOCA - EUGÉNIO DE ANDRADE
onde o fogo
de um verão
muito antigo
cintila,
a boca espera
(que pode uma boca
esperar
senão outra boca?)
espera o ardor
do vento
para ser ave,
e cantar.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
Sobre conceitos e esquinas
Saio, à esquina, se há esquina, e, não havendo, saio ao conceito, por haver no conceito de esquina o desejo de nela te encontrar, ou te achar distraída, no conceito, que esse tal conceito traz consigo meus olhos que sorriem, e talvez esse seja outro conceito, já, associado ao anterior, e desejosos, os dois conceitos, de que o conceito, um terceiro, de um abraço que alcance todas as esquinas do mundo seja possível, até onde não haja esquina, mas conceitos, mas abraços, mas sorrisos no olhar, mas tu, mas eu...
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
bora
bora pra Jampa, que já penso teus predicados, teus prédios, edifícios de pensamento, que os meus, só sobre teu calcanhar, arranham o céu, dente com dente, quase


