quarta-feira, 30 de setembro de 2020
terça-feira, 29 de setembro de 2020
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
o imperativo do verso
traz o verso
traz o verso
que é segunda
bom, quase terça
mas ainda segunda
e é preciso tragar o verso
é preciso vertê-lo em um gole
banhar-se
afogar-se no verso
afagá-lo até que se confesse ao nariz querido
abraçá-lo até que diga do cotovelo almejado
espremê-lo até se enrosque com as madeixas mais queridas
é preciso querer o verso
sobretudo querer o verso
O segredo dos seus olhos
“– Uma paixão é uma paixão.
— As pessoas podem mudar tudo, de cara, de casa, de família, de namorada, religião, de Deus. Mas tem uma coisa que não se pode mudar, Benjamin. Não se pode mudar de paixão.”domingo, 27 de setembro de 2020
sábado, 26 de setembro de 2020
Saramago em Cadernos de Lanzarote
"Quem lê poesia, lê para quê? Para encontrar, ou para encontrar-se? Quando o leitor assoma à entrada do poema, é para conhecê-lo, ou para reconhecer-se nele? Pretende que a leitura seja uma viagem de descobridor pelo mundo do poeta, como tantas vezes se tem dito, ou, mesmo sem o querer confessar, suspeita que ela não será mais do que um simples pisar novo das suas próprias e conhecidas veredas? Não serão o poeta e o leitor como dois mapas de estradas de países ou regiões diferentes que, ao sobrepor-se, um e outro tornados transparência pela leitura, se limitam a coincidir algumas vezes em troços mais ou menos longos de caminho, deixando inacessíveis e secretos espaços de comunicação por onde apenas circularão, sem companhia, o poeta no seu poema, o leitor na sua leitura? Mais brevemente: que compreendemos nós, de facto, quando procuramos a-preender a palavra e o espírito poéticos?"
(JOSÉ SARAMAGO / "Cadernos de Lanzarote")
(JOSÉ SARAMAGO / "Cadernos de Lanzarote")
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
Kundera
“My lifetime ambition has been to unite the seriousness of question with the lightness of form.” —Milan Kundera
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