a poesia não cabe na noite, porque não há tempo para a poesia, é preciso dormir, sonhar é preciso, é preciso morrer, pra poder acordar, e o relógio é impiedoso para com a poesia, o relógio é anti-poético... o suspiro, no entanto, é poesia vertida em sopro, é tempo emancipado, município lírico, língua sem palavras... a poesia não cabe na vida, pragmática, pontuda... mas a poesia é a vida, que não cabe em si...
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