quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Fico Assim Sem Você | Adriana Calcanhotto - [clipe]

muito bacana esse clipe caseiro feito pra música da Adriana Calcanhoto...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

terça-feira, 16 de outubro de 2007

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

cotidiano

Hoje chovia. Minha barba por fazer e minha camisa amarrotada mostravam meu descaso para com o mundo. Fiquei curioso... apesar da garoa, que dava um puta sensação de "slow down", ela usava aquele vestido vermelho que contrastava profundamente com meu desleixo. Era liso e vestia seu corpo de uma maneira que me causava injeva, como se ela tivesse sido criada para o vestido e não o contrário. Passei por ela com o coração apertado, como se fosse a primeira vez. Foram treze passos dessa vez, número meio que cabalístico. Hoje só estava nublado, mas São Pedro parecia rabugento como nunca. Quase não chego a tempo, tive que sair comendo um pão de queijo. Ela parecia apressada, como se o mundo não esperasse por ela, e o modo rápido como ajeitou seu cabelo que caia na frente dos olhos, e certamente devia provê-la de uma visão única do mundo que a cerca, me fez pensar se todas as coisas não poderiam ser ajeitadas daquela maneira. Hoje contei meros dez passos, o mundo diminuiu de tamanho. Hoje o céu estava azul e parecia zombar de mim. Calça jeans, camiseta branca e tênis. Por alguma razão adoro essa simplicidade. Ela sorria enquanto falava ao celular, por isso caminhava distraída e não percebeu o degrau. Tropeçou e riu de si mesma de maneira adorável. Lembrei da última vez em que eu tinha tropeçado naquele maldito degrau e gritado "porra"... Dezesseis passos hoje, e bem devagar. Hoje os olhos dela estavam vermelhos. Não prestei atenção ao clima e mal notei que ela estava com aquela saia que mostrava o pequeno sinal em seu joelho esquerdo que me fazia ficar horas a imaginá-lo. Hoje seus olhos estavam vermelhos e isso era tudo o que os meus olhos viam. Hoje seus olhos estavam vermelhos e todas as cores do mundo sumiram. Contei quatorze passos em preto e branco. Hoje ela não apareceu... Sábado Domingo Hoje ela não apareceu de novo. Hoje novamente. Hoje de novo. Hoje mais uma vez. Hoje, hoje, hoje... Sábado e mesmo assim eu apareci... mas ela não. Domingo. Hoje saí mais cedo e... nada. Hoje eu não apareci.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

domingo, 2 de setembro de 2007

la la la la la, la la la la

Cantarolo uma musicola que eu não sei o nome numa tarde semi-ensolarada de um domingo setembrino, e queria seguir o rítmo da melodia, que no fim-das-contas é melancólica como se estivesse chovendo, como se chovessem hífens que semi-separam, semi-unem o palavrório que é tão desnecessário frente à música, e a dança dos meus passos trôpegos, trolhos e neo-alguma-coisa que esqueci de nomear

sábado, 1 de setembro de 2007

on your mark

Quem já conhece alguma obra do Estúdio Ghibli já ouviu falar de Hayao Miyazaki. Esse é um pequeno music-video produzido por Miyazaki em 1995 quando do lançamento de "Whispers of the Heart" (que por sinal é muito bacana).

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Pra descontrair

Deus perguntou aos Gregos:

- Vocês querem um mandamento?

- Qual seria o mandamento, Senhor?

- Não matarás!

- Não obrigado. Isso interromperia as nossas conquistas.

Então, Deus perguntou aos Egípcios:- Vocês querem um mandamento?

- Qual seria o mandamento, Senhor?

- Não cometerás adultério!

- Não obrigado. Isso arruinaria os nossos fins-de-semana.

Chateado, mas não derrotado, Deus perguntou aos Assírios:

- Vocês querem um mandamento ?

- Qual seria o mandamento, Senhor?

- Não roubarás! - Não obrigado. Isso arruinaria a nossa economia.

Deus, enfim , perguntou aos Judeus:

- Vocês querem um mandamento?

- Quanto custa?

- É de graça.

- Então manda DEZ!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

desenho


Sabe que eu tenho uma puta inveja de quem sabe desenhar... as vezes quero me desprender da tirania da caneta e dizer o que minha boca não consegue gritar nas clássicas manhâs cinzas que se seguem de Drummond, mas tudo o que consigo desenhar é uma casinha, que por sinal é bem charmosa, mas poxa... de vez em quando tenho a impressão de que entendo um pouco o que Heidegger sentia ao flertar com o abismo que separa a metafísica da linguagem, abismo que me lembra uma linha, quinem no antigo comercial da Faber Castell, sobre a qual alguém se equilibra, ebriamente...
e eu não sei desenhar, não sei passear através das linhas tortas que o lápis produz ao dançar sobre o papel... e me expresso através de tantas reticências com a esperança, talves, de que após alguma delas surja uma imagem que me deixe mudo.

sábado, 11 de agosto de 2007

olhos de ressaca

Sempre gostei da expressão que Bentinho criou para designar a Capitu, "olhos de ressaca", ficava imaginando que olhos seriam esses, que imagem traziam refletida, que sentimentos deveriam despertar tais olhos, mas confesso que prefiro que a expressão continue nublada, que ainda guarde toda uma infinidade de possibilidades. Da Vinci, há muito tempo atrás, já proclamava que os olhos são as janelas da alma, e não posso deixar de pensar que "olhos de ressaca" também signifiquem uma "alma de ressaca".