quarta-feira, 28 de outubro de 2026

proclamação da res privada

e, nessa onda, me afogo... não, digo, autoproclamo-me senhor dos suspiros dela, de imediato... em troca, pois, os meus suspiros são dela... mas já eram antes... torna-se, então, ela, dona dos meus devaneios, dos meus intervalos, das rimas e das não-rimas, dos remos e do meu navegar... eram dela também, porém... e o que me sobra pra oferecer? meu cansaço ao cabo de um dia de quina, meu soluço em noite sem fundo, meu mundo em desenho sem cor... ofereço um lado que não mostro a ninguém...

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