sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tirante Laura e talvez Beatriz

"Tirante Laura e talvez Beatriz", essas palavras não me saem da cabeça, talvez seja patológico, no fim das contas, e quando ninguém sair daqui, vivo, quem será que se salva, em meu mundo? Por vezes tropeço na vírgula, ops, é que as palavras engasgam e saem assim, aos poucos.
Schulz não salva uma ruiva senhorita? Gabriel Garcia Márquez possivelmente resguarde Fermina Daza em um looping infinito. Voltas e voltas dê o mundo, retornando eternamente, como tragédia ou farsa, e Tomas provavelmente carregue a imensamente pesada mala de Tereza para seu apartamento. E as pesadas mãos de James estariam fadadas a encontrar a garganta de Mary, como as de Othelo a Desdêmona.
"o resto vai para o inferno", sentencia Drummond, inflexível, itabirano.
Os personagens de Nelson Rodrigues já nascem afeitos ao inferno, transitam por ruas de peixe e lágrimas, vielas mundanas, de esquinas que fariam Kant corar. Será que Nelson deseja salvar alguém?
continua... ou não, caetaneamente!

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